• Nara Cappellesso

Desabafos da Maternidade Real

Olá mamãs! Meu nome é Adryana, tenho 29 anos e sou mãe do Miguel de 1 ano.

Bom, apesar de ter uma família por perto, um casamento estável, ser tia de 2 “serumaninhos” lindos, em que participei activamente de todos os processos da maternidade com minha irmã, quando chegou minha vez, a maternidade não me caiu como uma luva.

Tudo para mim parece ser mais difícil e doloroso. A começar pelo barrigão, que não curti nenhum pouco, mudar as formas do meu corpo, perder minhas roupas, me fez sentir péssima e muito feia.

Eu simplesmente contava os dias, nem era tanto para ver o Miguel, mas sim para tirar aquela barriga enorme de mim. Queria meu corpo de volta ( o que dá outro texto depois...Pois não o tive de volta rsrsrs...)

E chegou o tão esperado dia. O nascimento. Optei pela cesariana logo de cara porque gosto das coisas mais planeadas. Enfim, sempre via as mães publicarem que foi um momento mágico, de amor em ver o filho, que o amor surgiu, que foi sublime...

Comigo não foi! Claro que queria saber como o Miguel estava, se era saudável, mas não senti um amor surreal. Não achei o parto lúdico e nada lindo. Foi dolorido, tenso (muito tenso) e muito difícil...

Fui para a casa da minha mãe no resguardo e senti uma dor surreal para amamentar. Quando ele chorava, eu já chorava de desespero em ter que amamentar. Senti uma dor maluca na cicatriz, nas costas, e na alma.

Dor na alma? Sim, dor na alma... Uma dor la dentro que queria rasgar e sair para fora. Era medo e desespero, por achar que não ia dar conta, de não ter sido a hora certa, em querer a vida que tinha antes de volta. Então chorei mais do que minha vida toda...

Achei ruim abrir mão das minhas actividades e de mim. As pessoas as vezes me viam chorando e diziam : Por que? Com um filho tão saudável, deveria era dar Graças a Deus!

E eu dizia: Eu sei! Mas só quero chorar...

Claro que é um processo em que nos acostumamos e nos adaptamos com a nova rotina que um novo integrante na família, tão pequeno e tão dependente trás. Depois disso voltei a trabalhar, a sair, já viajei sem ele. A minha vida voltou, (Não como antes, mas voltou...)

Ainda choro, me sinto frustrada e não gosto de não ser EU muitas das vezes; Mas também com o tempo, o amor veio, e a cada dia amo mais o meu filho.

Hoje o amo mais que antes, e digo, não foi amor a primeira vista. E mesmo assim, me sinto uma SUPER mãe, com todas as minhas dificuldades. Porque sempre temos a capacidade de amar e amar cada vez mais...

Texto: Mamãe - Adryana

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